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Projeto de pesquisa vinculado ao PPG-Bionorte conquista medalha de prata com iniciativa de reflorestamento na Amazônia
O Projeto NanoRad’s, voltado à recuperação de áreas degradadas da Amazônia e ao fortalecimento da bioeconomia, conquistou medalha de prata no Energy Summit Global. A iniciativa reúne mais de 200 pesquisadores e pesquisadoras envolvidos direta ou indiretamente no monitoramento de dez parcelas experimentais instaladas nos nove estados da Amazônia Legal.
Com essa estrutura, o NanoRad’s constitui o projeto de pesquisa com maior cobertura geográfica da região dedicado à recuperação de áreas degradadas. A proposta busca ressignificar esses territórios por meio da implantação de plantios florestais, da aplicação de tecnologias disruptivas e da geração de oportunidades econômicas associadas à bioeconomia e ao mercado de carbono.
Segundo o coordenador do projeto, Dr. José Francisco de C. Gonçalves, professor do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte, no Polo Amazonas, o reconhecimento está relacionado ao objetivo científico e ao alcance regional da iniciativa.
Sediado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o NanoRad’s nasceu na própria região amazônica e concentra suas ações na implantação de plantios florestais em áreas impactadas por diferentes mudanças no uso da terra.
O projeto pretende promover benefícios ambientais, sociais e econômicos, ao mesmo tempo em que transforma áreas degradadas em espaços produtivos e amplia as possibilidades de geração de renda.
“Toda a nossa energia hoje é voltada para um investimento em plantios florestais, com a ideia de tornar áreas degradadas em sítios produtivos na Amazônia. Nosso objetivo maior é ajudar a Amazônia com a força que vem do campo, apontando para um novo momento do setor florestal de produção, com plantios de espécies arbóreas com cadeias produtivas já estabelecidas e, assim, dar suporte à bioeconomia e à economia circular”, afirmou José Francisco.
Bioeconomia e mercado de carbono
Além da recuperação ambiental, o NanoRad’s está alinhado às discussões dos principais fóruns globais sobre meio ambiente. A iniciativa integra agendas relacionadas ao mercado de carbono, à bioeconomia, às soluções baseadas na natureza, à descarbonização e à valorização das cadeias produtivas associadas aos plantios florestais.
Esse alinhamento amplia o potencial de impacto do projeto e reforça sua contribuição para a criação de alternativas sustentáveis de desenvolvimento na Amazônia.
Ao celebrar a medalha de prata, José Francisco agradeceu ao ecossistema de instituições, pesquisadores e profissionais envolvidos no desenvolvimento de soluções baseadas na natureza e destacou a parceria com a Shell Brasil nas ações relacionadas à descarbonização.
O pesquisador também reafirmou o compromisso com a continuidade e a ampliação das atividades do projeto.
Nova fase do projeto
Em sua versão 2.0, o NanoRad’s passou a ter sua coordenação na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), sob a liderança da Dra. Karen Costa, também professora do PPG-Bionorte.
A nova etapa já inclui pesquisas na linha de recuperação de áreas degradadas, entre elas o trabalho desenvolvido pelo doutorando Elias Albuquerque.
O NanoRad’s 2.0 também passou a contar com um projeto coirmão, o Amazon Gene Bank. As duas iniciativas formam pilares do Centro de Inovação Biotecnológica para Recuperação de Áreas Degradadas (Cibrad).
Além dos professores José Francisco, do Polo Amazonas, e Karen Cristina, do Polo Pará, os projetos contam com a participação do professor Alberdan Santos, do Polo Pará e vice-coordenador do PPG-Bionorte, e da professora Carolina Castilho, do Polo Roraima.
As atividades também envolvem estudantes, entre eles Elmer Gonçalves e Katharine Duarte, ampliando a integração entre pesquisa, formação acadêmica e desenvolvimento científico nos diferentes estados da Amazônia Legal.
Atuação integrada na Amazônia Legal
O Projeto NanoRad’s mantém relação direta com as demandas ambientais, sociais e econômicas da Amazônia e está alinhado à atuação do PPG-Bionorte. A participação de professores, professoras, pesquisadores, pesquisadoras e estudantes de diferentes polos reforça a transversalidade científica e acadêmica da iniciativa em toda a região.
“Ficamos muito felizes com a medalha de prata e com o reconhecimento do nosso projeto. Seguiremos juntos nas próximas edições da premiação, fortalecendo essa iniciativa em benefício da Amazônia”, declarou José Francisco.
O reconhecimento reafirma o protagonismo dos pesquisadores e das pesquisadoras da Rede Bionorte no desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas à conservação da floresta, à recuperação de áreas degradadas e à promoção de um modelo de desenvolvimento sustentável para a Amazônia.
Data: 21/07/2026