Doutoranda da Rede Bionorte realizou estágio nos EUA para pesquisa sobre insetos de importância agrícola

A internacionalização da ciência tem se consolidado como um dos pilares estratégicos da formação acadêmica da Rede Bionorte - Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia. Nesse contexto, Juliana Lopes dos Santos viveu uma experiência marcante ao realizar seu doutorado sanduíche nos Estados Unidos, sendo que aprofundou estudos sobre o desenvolvimento e a determinação sexual de insetos da espécie Macrosaccus morrisella (Lepidoptera: Gracillariidae), grupo de relevância para a agricultura.

Natural de Gurupi (TO) e formada em Agronomia pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), Juliana construiu sua trajetória acadêmica desde a graduação com envolvimento em atividades de pesquisa. “Na graduação sempre estive envolvida com pesquisa, fui bolsista da UFT e daí surgiu o interesse em fazer mestrado e doutorado”, relata.

Formação científica e experiência internacional

Após concluir o mestrado em Produção Vegetal também pela UFT, a pesquisadora teve sua primeira experiência fora do estado ao realizar um intercâmbio acadêmico na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais. Foi nesse período que amadureceu o objetivo de expandir sua formação para o cenário internacional.

No doutorado, Juliana foi selecionada para o programa de doutorado sanduíche e passou 10 meses na University of Minnesota, em Saint Paul, onde teve acesso a infraestrutura avançada e colaboração com pesquisadores estrangeiros.

“Passei na seleção para o doutorado sanduíche, onde fiquei 10 meses na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos”, conta.

Durante o período, a pesquisadora investigou aspectos fundamentais da biologia de insetos, com foco na identificação de estágios de desenvolvimento (instares) e diferenciação sexual — informações para estratégias de manejo e controle de pragas agrícolas.

Desafios e oportunidades

Para Juliana, a experiência internacional vai além do avanço técnico e científico. Ela destaca o papel da mobilidade acadêmica na formação de pesquisadores mais preparados e conectados globalmente.

“Acho muito importante tanto para os alunos quanto para o programa de pós-graduação a oportunidade de fazer parte do doutorado no exterior. A internacionalização da ciência é um processo fundamental para o crescimento da pesquisa brasileira”, afirma.

Entre os desafios enfrentados, o domínio da língua inglesa foi um dos principais. “Há muito tempo eu tinha esse objetivo de estudar fora do país, então me dediquei para aprender a nova língua e passar na prova de proficiência”, destaca.

Impactos

A experiência de Juliana é um dos objetivos da Rede Bionorte: formar recursos humanos altamente qualificados, capazes de atuar em rede e contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico da Amazônia Legal.

A Rede Bionorte atua de forma integrada na Amazônia Legal, promovendo a formação de mestres e doutores e incentivando a pesquisa voltada à conservação e ao uso sustentável da biodiversidade.

Futuro

Para a pesquisadora, iniciativas de internacionalização devem ser ampliadas como política estruturante da pós-graduação brasileira. “Nós voltamos com resultados acadêmicos e experiência para o fortalecimento da pesquisa na Amazônia”.
Data: 26/03/2026
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